Viajar: paixão desde sempre


Desde que me entendo por gente (que para mim é desde quando tenho alguma recordação) sempre gostei de viajar. Na infância as viagens eram em família, todo mundo junto dentro do carro e íamos destino afora - normalmente para alguma roça/fazenda de parentes ou para a praia. E como todas as viagens eram gostosas e cheias de cheiro/sabores e momentos marcantes.

Com 7 anos fiz minha primeira viajem sem meus pais (loucos não??? nada disso...super responsáveis) e fui para um lugar chamado de Floresta do Sul (vilarejo/distrito de Pedro Canário - Norte do ES), fiquei lá na casa de tios (cada dia em um diferente) e primos, aprendendo a tomar banho de rio e represa, a tirar leite de vaca e tudo na vida da roça que encanta uma criança. 

Daí não parei, e cada ano queria uma aventura (sim, para minha pequena cabecinha, todas as atividades eram aventuras), até que com o tempo pude juntar meus trocados e viajar para locais mais distantes sozinha (aí já coloco sem família, pois sempre tinha um amigo (ou vários) que acompanhavam. 

Através dos Congressos da minha área de atuação conheci um pedacinho do Brasil durante os anos de graduação. Eram-se até 48 horas de ônibus viajando pelas BRs da vida, parando nos lugares mais diversos para banho/alimentação e aproveitando os dias que davam (normalmente chegávamos um dia antes e íamos um dia depois) para conhecer o entorno. E como foram todas as viagens proveitosas: desde ir a Bonito (MS) de bate-volta e aproveitar para curtir o local até poder dormir e conhecer com tranquilidade em Porto de Galinhas (PE).

Com o tempo as distâncias só aumentaram, e tive a oportunidade (trabalhando duro e juntando dinheiro) de estudar um tempinho em Londres (UK). Ali perambulei um pouco pelo Reino Unido, Bélgica e França, ora sozinha ora com novos amigos (aí se encontram pessoas da minha "turma", avós e parentes de amigos brasileiros). E como se abrir para o mundo é bom. Se já tinha gosto de viajar por aqui, imagina pelo mundo?

Depois aproveitei o 'pós-graduação' para conhecer outros lugares, e alguns retornar volta e meia. Sempre fui de me jogar nas viagens. Pegava a mochila, colocava o que julgava necessário, lia os blogs com as impressões de quem já tinha conhecido o destino e partia. Lá curtia.

Agora para e pensa o nó que deu na cabeça dessa pessoa quando descobriu a gravidez??? Como faria minhas trilhas??? Como poderia continuar a conhecer lugares mágicos e encantadores, mesmo perto de minha casa??? Pirei né! E acredite, uma das primeiras coisas que fiz foi buscar informações de mães (e pais tb!) que viajam com seus pimpolhos. Destinhos para crianças de cada idade, o que recomendavam e afins. Guardei estas informações no meu core e prometi para mim mesmo que continuaria a conhecer novos lugares com meu bebê. 

Por sorte meu esposo não se opôs. Do contrário, compartilha da opinião que se a cria é nossa, que mudemos alguns hábitos para carrega-la conosco. Mudanças claro que tiveram. Passamos a ler muito mais sobre os lugares, e ver qual a opinião de quem já foi com criança e qual a opinião de quem mora lá e tem criança. Invés de conhecermos 3 ou 4 pontos turísticos passamos a elencar, no máximo 2 - e próximos. Paradas para o almoço agora fazem parte do roteiro - e se puder, em local arejado, higienizado e com trocador. Voltar para o hotel, tomar banho e depois sair para jantar também faz parte agora. O ritmo diminuiu, e até a gente passou o curtir com outros olhos os mesmos locais que já conhecíamos.

De tanto buscar informações na internet, e normalmente sendo socorrida por blogs, veio a ideia (do meu esposo) de começar a relatar as nossas viagens para servir para outros papais que assim como a gente gostam de carregar o (a) pequeno (a) junto. Por isto, espero de coração que este blog atenda a este propósito, e caso falte alguma informação, só perguntar que estamos aí!

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