14 fevereiro, 2019

Casa da Ovelha nos Caminhos de Pedra - Bento Gonçalves - RS

A Casa da Ovelha é um daqueles destinos que merecem que você dedique metade do dia para poder curtir as atrações oferecidas. Do dar mamadeira as pequenas ovelhinhas ao ver a destreza dos cães pastores dominam as ovelhas a gente quase que não pisca. E mesmo se não estiver com crianças pela Serra Gaúcha, recomendo que repense e coloque esta atração no seu roteiro.

Casa da Ovelha - Caminhos de Pedra - Bento Gonçalves - Rio Grande do Sul

Depois que definimos que ficaríamos 4 noites em Bento Gonçalves, iniciei a busca sobre o que fazer pela região além das vinícolas. Isso para tornar os nossos dias ali agradáveis para Manu também, que curiosa como ela se entediaria passando os dias degustando (quando que possível) suco de uva. Pelo instagram do blog Felipe o Pequeno Viajante vi uma foto no Parque da Ovelha, e logo fui buscar ler o post completo. Dali não titubiei e já coloquei esta atração na lista do que fazer em Bento. 

A Casa da Ovelha é composta pelo Parque da Ovelha e pela Loja. Na Loja, é possível conhecer os mais diversos produtos oriundos das ovelhas, variando de queijos e leite a produtos de beleza.  Na loja, pelúcias e lembranças do Parque também são encontrados.

Entrada - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Casa da Ovelha -  Bento Gonçalves/RS

Nós - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Já no Parque da Ovelha é possível acompanhar a rotina em uma fazenda, as principais atividades são acompanhadas pelos turistas, em horário pré-determinado e com acompanhamento de monitores e instrutores. 

É possível chegar no Parque a qualquer hora, e acompanhar as atrações a partir daquele momento. Mas a dica aqui é chegar cedo, logo no início, que dá para ir seguindo por todas elas até o meio dia. E assim fizemos - chegamos um pouco antes das 10 horas, pegamos os chapéus disponibilizados pela Casa, assim como nos protegemos com o uso de repelentes (também disponibilizados).

Esmero nos detalhes - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Miniatura da Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

A primeira atração que fizemos foi a Amamentação. De forma prática e clara, fomos guiados para a local onde as pequenas ovelhas são amamentadas, e instruídos de como deveria ser feito a amamentação. Logo após, cada pessoa (ou casal) recebia uma mamadeira e poucos minutos depois uma ovelha para dar mamadeira. O momento é muito gostoso, e é impossível não se encantar. Manu, ficou com medo no início, mas logo se tranquilizou e passou a fazer carinho no animal. O período de amamentação dura cerca de 30 minutos - e o tempo é corrido!

Hora de receber as instruções sobre amamentação - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Demostração - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Observando os pequenos - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Tirando a prova dos nove - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Após a amamentação, hora da Falcoaria. Essa parte é uma parceria do parque com um grupo especializado na arte da falcoaria. Ali, podemos observar a destreza de Jade (falcão que estava no dia que fizemos o passeio) e como ela entende e atende o seu instrutor. Jade voou pelos turistas e até pousou para foto. Nesta hora, o encanto foi de todos!

Falcoaria na Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Jade fazendo suas demostrações de voo - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Foto com a Jade - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves

A Tosquia foi outra atividade que acompanhamos. Nessa hora, é apresentado os métodos de tosquiar as ovelhas e o porque é importante essa atividade. Com muita habilidade, o monitor demostrou como ele prefere tosquiar - com a tesoura. Segundo nos foi repassado, lá eles não usam a lá para beneficiamento, e o principal motivo da tosquia e no verão manter as ovelhas frescas. 

Tosquia de Ovelhas - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Tosquia - Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Casa da Ovelha - Bento Gonçalves/RS

Depois, hora de rir com Brisa e Tinha no Pastoreio. Essas duas border collies mostraram todos os seus dotes com o pastoreio das ovelhas e a interação com o pastor. De fala calma e mansa, geralmente quando dirigia algum comando as duas, o pastor tinha o cuidado de falar fora do microfone - pois seu sussurro já era o suficiente para que elas executassem o comando. 

As ovelhas da Casa das Ovelhas!

Posando durante o pastoreio - Casa das Ovelhas - Bento Gonçalves/RS

Dupla dinâmica - Casa das Ovelhas - Bento Gonçalves/RS

Por fim, finalizamos com a Degustação. Neste momento, fomos encaminhados para uma sala, onde a monitora contou um pouco da história da Casa da Ovelha, como ela foi sendo ampliada e seus produtos destacados no mercado. Também degustamos os principais queijos produzidos, além do doce de leite e iogurte. 

O sorriso mais lindo da Casa das Ovelhas

E sobre a história, impossível não se encantar com ela. A estrada onde está localizada a Casa da Ovelha tinha muitas casas de madeira e pedra, devido aos métodos construtivos utilizados no início da colonização da região. Com o tempo, construções de alvenaria foram ganhando espaço e as de madeira/pedra demolidas para dar lugar a casas mais modernas. A edificação principal (onde funciona a loja e laticínio) era de outro proprietário, e ficava em outro lote. Sabendo que seria demolida, ela foi comprada e transferida para a sua atual localização. Esse processo durou coisa de dois meses, após alocado, foram pensar no que fazer com a edificação. Uma ideia foi a fazenda de ovelhas, que por sua vez deu origem ao laticínio e daí foram ampliando para o que se tem hoje.

O ingresso custa (janeiro/19) R$60,00 (sessenta reais) por pessoa. Devido ao fato de ter 5 anos, Manu não pagou. Ao adquirir o ingresso, a gente ganha um pulseira. Com ela, podemos entrar e sair do Parque durante todo o dia. Ou seja, caso tenha chegado no meio da manhã, é possível assistir parte das atrações, sair para almoçar e voltar para o que desejar ver pela tarde.

Se a gente gostou? Obvio! Foi um passei bem diferente do que estávamos fazendo e até mesmo do que estamos acostumados (visto que fazendas de ovelhas não são tantas no Espírito Santo). Manu ficou louca com as pelúcias da loja, com como ainda tinha muitos dias e passeios por Bento, ele pode escolher um - e um chaveiro ovelha veio morar no sudeste!

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16 janeiro, 2019

5 lugares para curtir o verão no Espírito Santo

Nos calendários oficiais de clima e tempo o verão acaba em 20 de março, mas pelo Espírito Santo podemos estender as altas temperaturas e o clima gostoso desta estação até meados de maio ou mais. Somando o sol brilhando com o fato de ser banhado pelo Atlântico e ter cachoeiras e regiões montanhosas, o Estado é um prato cheio para quem curte aproveitar o verão na água, e a gente separou aqui 5 lugares que são ideais para os dias de sol quente e já estão nos nossos corações!

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Ilhas Itatiaia

Pertinho da capital, Vila Velha é conhecida pelo Convento da Penha e por suas praias. Mas o destaque aqui vai para as Ilhas Itatiaia. Formadas pelo conjunto de 7 ilhas, este arquipélago fica a cerca de 20 minutos de barco da Praia de Itapuã. A ilha mais cobiçada e visitada é a do Boqueirão, onde é possível ver duas pequenas praias e muitas piscinas naturais. 

Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Para chegar a este paraíso, é só chegar na Praia de Itapuã, em frente a colônia de pescadores, e combinar com uma das equipes que ali fazem a travessia. Esta pode ser tanto com uma lancha quanto com barcos menores. Caso vá em grupo, aproveite para negociar preços (se todos forem numa ida só, é possível conseguir algum desconto). Já pagamos de R$30,00 a R$50,00 por pessoa, de acordo com o tipo de transporte escolhido e número de pessoas no barco/lancha. 

Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Nas ilhas é proibido qualquer tipo de comércio, e não tem qualquer infraestrutura. Então, ainda em terra firme, programe a estadia lá (tempo que irá querer ficar, o que deverá levar e o que será necessário) lembrando que ela é uma área de preservação ambiental e todo o lixo produzido deverá voltar contigo. Não se esqueça de protetor solar, óculos escuros e água!

Será que ela curtiu? Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Outro detalhe importante: de acordo com a norma ambiental vigente, o período de visitação as Ilhas Itatiaia vai de 15 de outubro a 15 de abril. Fora deste período, o desembarque é proibido, para manutenção da reprodução de aves migratórias que a usam de berçário.


Hidrolândia Parque

Conhecida por suas cachoeiras de cor de esmeralda, a região do Caparaó é puro encantamento o ano inteiro. E no verão, nada melhor do que aproveitar suas águas geladas. Das cachoeiras e poços no entorno do Parque Nacional do Caparaó, o destaque aqui vai para o Hidrolândia Parque. Lá, são alguns poços propícios ao banho e ainda para quem um pouco de disposição (e condição), é possível andar por pequenas trilhas seguindo o fluxo de água e conhecer mais um pouco do Parque. 

Hidrolândia Parque - Iúna/ES

Curtindo as cachoeiras de Hidrolândia - Iúna/ES

Localizado a cerca de 230 km de Vitória, para entrar no Hidrolândia Parque é necessário pagar uma pequena taxa de manutenção. No local, é servido comida caseira e preparada no fogão a lenha no sistema de quilo, e também é possível consumir alguns produtos industrializados (como biscoitos, doces e chips). Devido a distância da capital, caso esteja hospedado em Vitória, aconselho a pensar em talvez pernoitar pela região (no Parque tem área de camping e no entorno também é possível encontrar algumas pousadas) e conhecer outras cachoeiras da região.


Parque Estadual de Itaúnas

Se curte andar de chinelos, sentir o vento e ver o mar sem ter que se preocupar com o ponteiro do relógio, Itaúnas é o lugar certo. O destaque para este parque não está exatamente na sua praia, mas no conjunto da obra. As dunas que devem ser atravessadas para chegar a praia tem o tamanho certo para serem superadas numa caminhada sem desanimar o turista. E do alto das dunas, a paisagem ganha um filtro especial e avistar as cabanas na beira do mar e o rio Itaúnas só somam ao cenário.

Parque Estadual de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Dunas de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Para alcançar a praia de Itaúnas é possível tanto seguir pelo caminho tradicional (andar um pouco após e ponte e subir pelas dunas) quanto percorrer a trilha do Tamandaré, que é sombreada mas deixa um pouco mais afastado dos quiosques. A dica: vá pela trilha, ande até as cabanas e retorne pelas Dunas (e se possível, para ver o sol se pôr).

Manu nas dunas - Parque Estadual de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Itaúnas fica a aproximadamente 270 km da capital, Vitória. Praticamente todo o seu percurso é asfaltado - exceto pelos últimos 20 km, que já tem previsão de receber asfalto também. Aqui a recomendação também é aproveitar e pernoitar pela Vila de Itaúnas, e quem sabe, curtir um forró pé de serra a noite.


Cachoeira Moxafongo

Localizada em Santa Leopoldina, cerca de 50 km de Vitória, essa Cachoeira é apenas uma pequena amostra das belezas naturais da região. Seu poço principal pode chegar a até 3 metros de profundidade, exigindo do banhista um cuidado adicional caso não saiba nadar ou esteja acostumado com esse ambiente, mas um pouco abaixo da queda principal do Eco Parque Cachoeira Moxafongo tem uma boa área para banhos mais tranquilos. 

Cachoeira Moxafongo - Santa Leopoldina/ES

Eco Parque Cachoeira Moxafongo - Santa Leopoldina/ES

É necessário pagar uma pequena quantia para a manutenção do parque, que também conta com restaurante e um bar. No local, também é possível fazer passeios de quadriciclo, para quem quiser um pouco mais de emoção.


Praia do Ermitão

Para conhecer a Praia do Ermitão, faz-se necessário entrar no Parque Municipal Morro da Pescaria e percorrer uma trilha de cerca de 1 km. A trilha é toda sombreada, levemente inclinada. No final da trilha, eis a Praia do Ermitão.

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Tanto pela esquerda quanto pela direita da praia é possível andar sobre as rochas e explorar um pouco das piscinas naturais que se formam na maré baixa. Ouriços, ermitões e peixinhos podem ser observados.

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Nas proximidades da praia existe uma cabana que vende alguns petiscos, água e afins, para aqueles que não quiserem levar nada consigo. Na entrada do parque, há bebedouro e banheiros, além de torneira para lavar os pés. 

Localizada no final (ou início) da Praia do Morro, o Parque Municipal Morro da Pescaria fica a cerca de 60 km de Vitória, e é possível fazer um bate-volta da capital para este paraíso.


Agora, é só definir qual será o seu destino no próximo final de semana de sol e aproveitar as belezas capixabas!





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14 novembro, 2018

Museu dos Brinquedos - Belo Horizonte/MG

De forma despretensiosa fomos conhecer o Museu dos Brinquedos.  Ali Manu conheceu um tanto de brinquedos que não sonhava existir, se encantou com o tanto de opções que estavam ao seu alcance e se acabou de brincar no Pátio.

Museu dos Brinquedos

O Museu dos Brinquedos fica localizado na Avenida Afonso Pena, 2564, em Funcionários. Embora tivesse conferido no mapa que ele estava perto do hotel onde nos hospedávamos em Belo Horizonte, ele não estava na nossa lista de lugares para conhecer. Mas uma padaria próxima a ele sim, e aí, acabamos por passar em frente ao Museu. Manu, acabou que leu na fachada o que era e aí eu prometi depois 'passar' ali com ela - afinal, o que seria uns 30-40 minutos de encaixe na programação né?

Pois bem, entramos com o Museu ainda abrindo, sendo as primeiras visitantes do dia. E sem pressa, fomos explorando um pouco daquela primeira sala e o universo lúdico dos brinquedos que ela apresenta. E assim, explorando com calma sala a sala fomos descobrindo uma infinidade de brinquedos dos mais diversos cantos do Brasil e do Mundo. Além de um mapa mundi ilustrativo com as origens dos brinquedos e brincadeiras, na sala havia um super gaveteiro - e abrir cada gaveta era descobrir um novo brinquedo. Seguindo a legenda, dava para descobrir o país e/ou região de origem.

Entrada do Museu dos Brinquedos - de onde vieram os brinquedos e as brincadeiras?

Gaveteiro cheio das surpresas - Museu dos Brinquedos

Brinquedos de outros países e também que remontam mais de cem anos também estão em exposição no Museu, assim como uma infinidades de jogos de tabuleiro - daqueles que a gente queria ter na infância mais não cabia no bolso dos pais.

Das preciosidades do Museu dos Brinquedos

Pelúcias, bonecas e os jogo de tabuleiro

A era dos games também é lembrada, com uma exposição da evolução destes - desde o Atari até os games mais atuais. E aí, as cores e luzes toma conta da exposição, além da possibilidade de relembrar as musicas dos principais jogos. 

Manu pirou com a infinidade de luzes e sons! Museu dos Brinquedos

Após passear pelas salas e relembrar o tempo bom de infância, hora de curtir a melhor parte - pelo menos para os pequenos - o pátio! Ali, uma infinidade de brinquedos para fazer o tempo passar voando, fantasias para entrar de vez no mundo do brincar e monitoras que acompanham as crianças. Oficinas também são oferecidas, e vale a pena buscar a programação para casar a visita com alguma outra atividade.

Hora da fantasia - Museu dos Brinquedos

Pátio - Museu dos Brinquedos

A descoberta do novo (e antigo) - Museu dos Brinquedos

O acervo do museu possui praticamente cinco mil peças que vão desde o início do século XX até a atualidade, tanto de procedência nacional quanto internacional. Com mais de 600 bonecas e algumas peças raras, como caixinhas de musicas antigas e um cavalinho de lata retirado de um antigo carrossel da Inglaterra, o museu também tem parte de pura apreciação. Mas, não tira o brilho das brincadeiras mais singelas que podem ser relembradas no pátio, como a perna de lata, o bambolê e os piões. Impossível se conter na capa de adulto o tempo todo neste museu!

O Museu dos Brinquedos funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e nos sábados e feriados, das 10 às 17 horas. A entrada custa R$36,00 (junho/2018 - sim, também achei pesadinha) e há uma loja com brinquedos artesanais na entrada/saída.

Nem preciso falar que ficamos lá bem mais que os 40 minutos que acreditei, mas que valeu a pena relembrar tudo e apresentar para Manu o meu universo quando criança. Voltamos para casa com a promessa de fazer uma perna de lata para a pequena (e ainda estamos aguardando a lata de nutrem acabar para enfim termos a matéria prima), e espero que os vizinhos não reclamem muito depois!

Se aconselho a visita, sim. Caso esteja passando por ali, porque não entrar assim, sem qualquer pretensão?




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17 outubro, 2018

Vitória: o que conhecer em dois dias na Capital Capixaba

Vitória é uma das capitais mais antigas do Brasil, sendo formada por uma parte continental e algumas outras ilhas - como a que abriga boa parte do seu território. Devido a sua formação geológica e proximidade do mar, é possível ver em Vitória uma infinidade de paisagens encantadoras, que por sua vez somam com seu patrimônio histórico.

Com o intuito de apresentar um pouco desta distinta capital brasileira, foram elaborados 3 postagens com dicas de passeios que incluíam uma breve apresentação dos Patrimônios Históricos de Vitória, seus Parques Urbanos e também aqueles passeios que fazem qualquer um suspirar mais fundo. 

Neste post a ideia é apresentar um roteiro de dois dias pela capital capixaba, com aquilo que é legal conhecer para entender um pouco do povo capixaba, suas origens e cultura.


Vista para a Terceira Ponte atrás do Shopping Vitória

Para este roteiro é aconselhável o uso de sapato confortável e sem salto para os dois dias e desaconselhamos o uso de automóvel - aqui o foco é usar o transporte coletivo, bike ou taxi/aplicativos para se deslocar por Vitória. 


Após aquele café da manhã (do hotel ou do aeroporto/rodoviária), hora de começar o roteiro 'histórico', conhecendo um pouco melhor o centro de Vitória. E a dica aqui é logo pela manhã explorar um pouco o Sesc Glória. Inaugurado em 1932, a edificação que abriga o Sesc Glória sofreu por reforma e sua arquitetura eclética se manteve na fachada, enquanto seu interior foi modernizado. Além de exposições temporárias, o Sesc também abriga um cinema, teatro e biblioteca - o que faz uma volta pelas atrações durar de 30 a 90 min (ou mais). 


Sesc Gloria - Esperiência Escher

  

O Centro Cultural Sesc Glória está localizado na Av. Jerônimo Monteiro, n428, Centro, e abre de terça a domingo, de 10 às 19 horas. Na página do Facebook dá para acompanhar a programação mensal do local - e escolher o que curtir.

Depois do Sesc, hora de andar um pouco pelo centro de Vitória, seguindo a Av. Jerônimo Monteiro até a escadaria que dá acesso ao Palácio Anchieta - aqui são cerca de 500 metros. Aproveite o percurso para ver os prédios que ainda tem a fachada histórica preservada.

Suba as escadas e aproveite para apreciar o porto de Vitória. Chegando no Palácio até às 11 horas, é possível participar da visita guiada pela parte interna do Palácio e também no gabinete do governador (caso vá no final de semana). Caso tenha alguma exposição temporária no Palácio Anchieta, aproveite - geralmente tem ótimas exposições por lá. Os monitores do Palácio são grandes conhecedores tanto da história do Palácio quanto do centro de Vitória - não deixem a chance de uma boa conversar passar!


Palácio Anchieta - Escadaria e fachada

Túmulo em homenagem ao Padre José de Achieta
  
Salão Verde - Palácio Achieta

Considerando que a visita ao Palácio acabou por perto das 13 horas, hora de ir em direção a Catedral e aproveitar para apreciar os vitrais - e para agradecer por esta belezura, inspirada na Catedral de Colônia (na Alemanha). Como a fome deve estar apertando, hora de descer um pouco pela Rua Gama Rosa e parar no Doca 138 ou na Casa de Bamba para almoçar. Indico aqui verificar se não tá rolando samba e/ou feijoada na Casa de Bamba - e curtir um pós almoço também. Outra coisa boa para fazer por ali é ir até a Rua Sete e verificar se não está acontecendo nada - geralmente tem um bom samba raiz perto da Casa da Stael. 



Catedral Metropolitana de Vitória

Manhã de sabádo com contação de história em frente a Casa da Stael

Para finalizar o primeiro dia sem sair do circuito histórico, a dica é conhecer o Museu Solar de Monjardim, em Jucutuquara. Para chegar ao Museu, é possível tanto ir com o auxilio de um aplicativo quanto de ônibus. Caso opte em usar o ônibus, terá que andar até a beira-mar e pegar um ônibus que passe pela Avenida Maruípe (dos ônibus de Vitória, são os de numeração 161, 162 e 163) - aí é bom pedir ao cobrador para informar no ponto. 


O Museu Solar de Monjardim foi o primeiro patrimônio nacional a ser tombado no Espírito Santo. A edificação é referência da arquitetura colonial brasileira, e era antes utilizada como sede da fazenda de sal. A visita é guiada e leva em torno de 30 min, onde a história da casa e também da modernização de Vitória é contada. O Museu abre de terça a sexta, das 9 às 16h30 e nos finais de semana e feriados das 13 às 17 horas.


Museu Solar de Monjardim

Um pouco da tradição colonial no Museu Solar de Morjardim

Depois de visitar o Museu, a dica é retornar ao hotel e descansar um pouquinho. Depois, curtir algum restaurante por perto. Caso esteja hospedado nas proximidades da Praia do Canto, a dica é ir ao Triângulo das Bermudas e aproveitar a noite. Já se estiver em Jardim da Penha, próximo a praia de Camburi, também há ótimas opções de restaurantes da Avenida Anísio Fernandes Coelho. Mais dicas você encontra no Blog da Aline Approves e também no Guia Capixaba. 


Para o segundo dia na capital capixaba, hora de apreciar as belezas naturais desta ilha. Nos domingos de manhã, parte da avenida que beira a praia tem uma pista aberta para a prática de esportes - e aí a sugestão é alugar uma bike e percorrer a praia de Camburi até a Praça do Papa. No trajeto, pare no Pier de Iemanjá, na Praça dos Namorados, na Praça da Ciência e lembre-se de passar por trás do Shopping Vitória e embaixo da Ponte - aprecie a vista destes lugares e também pare para tomar uma água de coco. Caso não seja domingo, dá para percorrer este percurso pela ciclovia, e a bike é possível alugar pelo Bike Vitória.

Entregue a bike no posto da Praça do Papa e vá conhecer o Centro de Visitantes Tamar Vitória. Além de conhecer todo o histórico sobre as tartarugas marinhas e as espécies que ocorrem pela costa brasileira, é possível ver as tartarugas de perto pelos tanques. Embora encantadoras, não se limite as tartarugas. Aproveite o Mirante e aprecie a Baía de Vitória. Antes de sair do Tamar, tente passar pela loja do projeto e resistir (ou não) as tentações por lá! O Tamar fica aberto de terça a domingo, das 8h30 às 17 horas, e em março deste ano a entrada inteira custava R$14,00.


Cruz do Papa - e sua respectiva Praça (ao fundo, o Convento da Penha)

Projeto Tamar Vitória

Apreciando o nadar das tartarugas no Tamar Vitória

Vista do Mirante no Tamar Vitória

Depois de curtir o Tamar, hora de almoçar - e a dica aqui é o Horto. Como é praticamente ao lado do Tamar, dá para ir andando. Aproveite para almoçar uma bela moqueca capixaba ou então experimentar a deliciosa comida do restaurante Sol da Terra. Caso queira, também é possível almoçar no Restaurante Papaguth apreciando a vista da Baía de Vitória e depois ir ao Horto tomar um café na Carnielli. A dica aqui é só não deixar de passar na loja Artesanato Capixaba.

Aquele café coado que a gente respeita - Carnielli Cafeteria do Horto Mercado

Após o almoço/café, a tarde será dedicada a conhecer o Parque Botânico Vale. Localizado no final do bairro Jardim Camburi, o Parque conta com pequenas trilhas pelo fragmento de Mata Atlântica que existe no entorno, orquidário, área para crianças, fonte dos desejos e uma lagoa com jacarés do papo amarelo. Ainda é possível visitar o complexo industrial da Vale, caso interesse. Mas se desejar visitar outro parque municipal de Vitória, tem post no blog listando alguns.

Fonte dos Desejos - Parque Botânico Vale

Lagoa Jacaré do Papo Amarelo - Parque Botânico Vale

Redário - Parque Botânico Vale

E assim acaba nosso roteiro de dois dias pela ilha de Vitória. Aqui incluímos cultura, gastronomia e um pouco de atrações ao ar livre. Este percurso é possível de ser feito com crianças - mas aí a parte de pedalar de Camburi até a Praça do Papa deverá ser encurtada para o pequeno conseguir fazer tranquilo (aqui em casa, Manu pedala no máximo 2 quilômetros sem reclamar).

Caso queira mais dicas e sugestões, só deixar nos comentários!


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