30 abril, 2019

Culinária Capixaba - Tradição e Cultura

Não se pode negar que visitar um local sem experimentar sua gastronomia é a mesma coisa que ir a uma praia e não entrar em suas águas. Os sabores, cultura e tradições locais são cuidadosamente repassados nas receitas dos pratos típicos. No Espírito Santo, não seria diferente. A Culinária Capixaba tem uma forte relação com a pesca, herança indígena e negra. Com a imigração dos povos europeus, foram somados as massas e a polenta  (italianos) e o bacalhau (portugueses), embora os pratos a base de pescado nunca terem perdido a sua força na culinária capixaba.

Moqueca Capixaba - Gaeta - Meaípe (Guarapari/ES)

Devido ao seu tamanho continental, diversidade de colonização e imigração, não podia-se esperar que no Brasil houvesse um único prato típico que conseguisse representar toda a riqueza deste país. Por isso, a culinária regional ganha força nas regiões e estados brasileiros, apresentando suas tradições em forma de sabores e aromas. E pensando nesta diversidade, o tema da Culinária Regional foi o escolhido para a Blogagem Coletiva do mês de Abril. Então ao ler este post prepare-se para já querer experimentar um pouco deste Brasilzão!

Falar de cultura gastronômica do Espírito Santo e esquecer que o estado possui cerca de 400 quilômetros de praia não faz muito sentido. Isso porque boa parte da gastronomia encontra no mar e nos rios seu principal ingrediente - o pescado. E a infinidade de pratos que tem como o pescado são de encher os olhos, como o arroz de polvo, camarão no coco, caranguejada, torta capixaba e as diversidades de moquecas. Dos pratos, o mais conhecido e com fama internacional é a Moqueca Capixaba. 

Moqueca Capixaba - Ilha do Caranguejo - Jardim Camburi (Vitória/ES)

Embora a moqueca seja um prato bem conhecido na costa brasileira, é em terras espirito santenses que ela ganha temperos únicos - que por sua vez, destacam o sabor do peixe e camarão presentes na panela de barro (patrimônio cultural capixaba com registro no IPHAN). É também no Espírito Santo que a Moqueca Capixaba ganha uma acompanhante que fazem muitos se apaixonar - a Moqueca de Banana da Terra.


Mas o que tem nessa Moqueca Capixaba que faz ela ser tão especial?

Pois bem, o primeiro item a ser considerado na Moqueca Capixaba e na Panela de Barro. Aqui, só se faz moqueca (e também serve-se os acompanhamentos) em panelas de barro. Devido a sua espessura e propriedades, além de fazer que o cozimento dos ingredientes seja no tempo devido, ela também realça os sabores. A moqueca não leva água, o que faz com que o cozimento deva ser lento, para que o peixe alcance a textura ideal sem ficasr desmanchando na panela. Outros ingredientes da moqueca capixaba são a cebola branca, tomate, azeite de oliva, colorau, pimenta, cebolinha verde, coentro, sal e o peixe. Para incrementar, o camarão também é muito utilizado. Observe que não são muitos ingredientes, com o intuito de não sobrepor os temperos ao gosto da carne.

Moqueca Capixaba - Teresão - Ilha das Caieiras (Vitória)

Para acompanhar a Moqueca Capixaba, arroz branco, pirão e a famosa Moqueca de Banana da Terra. Segundo conta as histórias, a Moqueca de Banana foi uma "alternativa" encontrada pelo Sr. Nhozinho (Mestre Moquequeiro Capixaba) ao ter que servir nosso prato típico a um grupo de indianos, que estavam a negócios no Estado. Como eles eram vegetarianos, a solução encontrada foi fazer a nossa tradicional moqueca, trocando o peixe pela banana da terra. Logo, esse prato fez o maior sucesso e passou a integrar os acompanhamentos da Moqueca Capixaba - entretanto, em alguns restaurantes pode-se pedir apenas ela.

Pirão e Moqueca de Banana da Terra - Ilha do Caranguejo - Jardim Camburi (Vitória/ES)

Comer Moqueca Capixaba combina tanto com um almoço em família como aquela refeição gostosa a beira da praia. Em Meaípe (Guarapari), a gente já provou e aprovou a Moqueca do Gaeta. Em Vitória, as opções são o famoso Pirão, o Ilha do Caranguejo, o Partido Alto, o Bar e Restaurante do Bigode, o Kiosque do Alemão e os restaurantes da Ilha das Caieiras.

Vista do Teresão - Ilha das Caieiras - Vitória/ES

Vista do Gaeta - Meaípe - Guarapari/ES
E a Torta Capixaba?

Agora outro prato bem tipico do Espírito Santo e praticamente presente em todas as casas nas Sextas-feiras da Paixão é a Torta Capixaba. Neste prato, o bacalhau (de influência portuguesa) junta-se aos frutos do mar (sururu, ostra, caranguejo, siri e camarão) e ao peixe (geralmente badejo) e com os temperos (cebola branca, tomate, alho, azeitona, cebolinha verde, coentro, limão e azeite de oliva) e o palmito dão origem a uma torta macia, de sabor marcante e bem leve. 


Sr. Nhozinho (Gaeta) e a tradicional Torta Capixaba - Meaípe (Guarapari/ES)

Apresentação de André Cicilioti da Torta Capixaba  no Recanto da Pedra - Iriri (Anchieta/ES)

Restaurante Recanto da Pedra - Iriri - Achieta/ES

A procura pelos ingredientes da torta nos dias que antecedem a semana santa é grande, e é possível encontrar muitos ambulantes vendendo palmito. Também é comum ver restaurantes e padarias aceitando encomenda para esta delícia, tão tradicional na mesa do capixaba nesta época.

Agora que tal conferir outros posts que também tratam das regionalidades da culinária? Segue uma listinha marota para ler e já escolher qual será o próximo destino!

Marcadores: , , , , , , , ,

16 janeiro, 2019

5 lugares para curtir o verão no Espírito Santo

Nos calendários oficiais de clima e tempo o verão acaba em 20 de março, mas pelo Espírito Santo podemos estender as altas temperaturas e o clima gostoso desta estação até meados de maio ou mais. Somando o sol brilhando com o fato de ser banhado pelo Atlântico e ter cachoeiras e regiões montanhosas, o Estado é um prato cheio para quem curte aproveitar o verão na água, e a gente separou aqui 5 lugares que são ideais para os dias de sol quente e já estão nos nossos corações!

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Ilhas Itatiaia

Pertinho da capital, Vila Velha é conhecida pelo Convento da Penha e por suas praias. Mas o destaque aqui vai para as Ilhas Itatiaia. Formadas pelo conjunto de 7 ilhas, este arquipélago fica a cerca de 20 minutos de barco da Praia de Itapuã. A ilha mais cobiçada e visitada é a do Boqueirão, onde é possível ver duas pequenas praias e muitas piscinas naturais. 

Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Para chegar a este paraíso, é só chegar na Praia de Itapuã, em frente a colônia de pescadores, e combinar com uma das equipes que ali fazem a travessia. Esta pode ser tanto com uma lancha quanto com barcos menores. Caso vá em grupo, aproveite para negociar preços (se todos forem numa ida só, é possível conseguir algum desconto). Já pagamos de R$30,00 a R$50,00 por pessoa, de acordo com o tipo de transporte escolhido e número de pessoas no barco/lancha. 

Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Nas ilhas é proibido qualquer tipo de comércio, e não tem qualquer infraestrutura. Então, ainda em terra firme, programe a estadia lá (tempo que irá querer ficar, o que deverá levar e o que será necessário) lembrando que ela é uma área de preservação ambiental e todo o lixo produzido deverá voltar contigo. Não se esqueça de protetor solar, óculos escuros e água!

Será que ela curtiu? Ilhas Itatiaia - Vila Velha/ES

Outro detalhe importante: de acordo com a norma ambiental vigente, o período de visitação as Ilhas Itatiaia vai de 15 de outubro a 15 de abril. Fora deste período, o desembarque é proibido, para manutenção da reprodução de aves migratórias que a usam de berçário.


Hidrolândia Parque

Conhecida por suas cachoeiras de cor de esmeralda, a região do Caparaó é puro encantamento o ano inteiro. E no verão, nada melhor do que aproveitar suas águas geladas. Das cachoeiras e poços no entorno do Parque Nacional do Caparaó, o destaque aqui vai para o Hidrolândia Parque. Lá, são alguns poços propícios ao banho e ainda para quem um pouco de disposição (e condição), é possível andar por pequenas trilhas seguindo o fluxo de água e conhecer mais um pouco do Parque. 

Hidrolândia Parque - Iúna/ES

Curtindo as cachoeiras de Hidrolândia - Iúna/ES

Localizado a cerca de 230 km de Vitória, para entrar no Hidrolândia Parque é necessário pagar uma pequena taxa de manutenção. No local, é servido comida caseira e preparada no fogão a lenha no sistema de quilo, e também é possível consumir alguns produtos industrializados (como biscoitos, doces e chips). Devido a distância da capital, caso esteja hospedado em Vitória, aconselho a pensar em talvez pernoitar pela região (no Parque tem área de camping e no entorno também é possível encontrar algumas pousadas) e conhecer outras cachoeiras da região.


Parque Estadual de Itaúnas

Se curte andar de chinelos, sentir o vento e ver o mar sem ter que se preocupar com o ponteiro do relógio, Itaúnas é o lugar certo. O destaque para este parque não está exatamente na sua praia, mas no conjunto da obra. As dunas que devem ser atravessadas para chegar a praia tem o tamanho certo para serem superadas numa caminhada sem desanimar o turista. E do alto das dunas, a paisagem ganha um filtro especial e avistar as cabanas na beira do mar e o rio Itaúnas só somam ao cenário.

Parque Estadual de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Dunas de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Para alcançar a praia de Itaúnas é possível tanto seguir pelo caminho tradicional (andar um pouco após e ponte e subir pelas dunas) quanto percorrer a trilha do Tamandaré, que é sombreada mas deixa um pouco mais afastado dos quiosques. A dica: vá pela trilha, ande até as cabanas e retorne pelas Dunas (e se possível, para ver o sol se pôr).

Manu nas dunas - Parque Estadual de Itaúnas - Conceição da Barra/ES

Itaúnas fica a aproximadamente 270 km da capital, Vitória. Praticamente todo o seu percurso é asfaltado - exceto pelos últimos 20 km, que já tem previsão de receber asfalto também. Aqui a recomendação também é aproveitar e pernoitar pela Vila de Itaúnas, e quem sabe, curtir um forró pé de serra a noite.


Cachoeira Moxafongo

Localizada em Santa Leopoldina, cerca de 50 km de Vitória, essa Cachoeira é apenas uma pequena amostra das belezas naturais da região. Seu poço principal pode chegar a até 3 metros de profundidade, exigindo do banhista um cuidado adicional caso não saiba nadar ou esteja acostumado com esse ambiente, mas um pouco abaixo da queda principal do Eco Parque Cachoeira Moxafongo tem uma boa área para banhos mais tranquilos. 

Cachoeira Moxafongo - Santa Leopoldina/ES

Eco Parque Cachoeira Moxafongo - Santa Leopoldina/ES

É necessário pagar uma pequena quantia para a manutenção do parque, que também conta com restaurante e um bar. No local, também é possível fazer passeios de quadriciclo, para quem quiser um pouco mais de emoção.


Praia do Ermitão

Para conhecer a Praia do Ermitão, faz-se necessário entrar no Parque Municipal Morro da Pescaria e percorrer uma trilha de cerca de 1 km. A trilha é toda sombreada, levemente inclinada. No final da trilha, eis a Praia do Ermitão.

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Tanto pela esquerda quanto pela direita da praia é possível andar sobre as rochas e explorar um pouco das piscinas naturais que se formam na maré baixa. Ouriços, ermitões e peixinhos podem ser observados.

Praia do Ermitão - Guarapari/ES

Nas proximidades da praia existe uma cabana que vende alguns petiscos, água e afins, para aqueles que não quiserem levar nada consigo. Na entrada do parque, há bebedouro e banheiros, além de torneira para lavar os pés. 

Localizada no final (ou início) da Praia do Morro, o Parque Municipal Morro da Pescaria fica a cerca de 60 km de Vitória, e é possível fazer um bate-volta da capital para este paraíso.


Agora, é só definir qual será o seu destino no próximo final de semana de sol e aproveitar as belezas capixabas!





Marcadores: , , , , , , , , , ,

13 dezembro, 2018

Brilho de Natal em Domingos Martins

E neste final de ano o Brilho de Natal ganha mais uma edição na cidade capixaba de Domingos Martins. A cidade, que já é puro charme devido as suas construções com fortes traços da cultura alemã e italiana, está toda iluminada e com programação dedicada ao período Natalino.


Brilho de Natal em Domingos Martins

E como Manu já estava cobrando a visita ao bom velhinho, nada melhor do que aproveitar a deixa e dar um pulo em Domingos Martins para também ver a cidade toda iluminada. 

E aqui vai a primeira dica para quem (assim como lá em casa) quiser encaixar a visita num bate-volta saindo da Grande Vitória: deixe para ir depois do almoço. Sim, existe a possibilidade de ir cedo e aproveitar para almoçar por lá, passar a tarde pela cidade e ver o espetáculo à noite. Mas como esse roteiro poderia ficar muito cansativo - e o bom mesmo é ver a cidade já ao brilho das luzes - a dica é chegar na cidade por volta das 17 horas. 

Pois foi bem isso que fizemos - almoçamos e depois de uma horinha resolvemos subir para Domingos Martins, cerca de 50 km que podem ser percorridos em torno de 1h15. Como o trânsito na cidade sofreu alterações devido ao Brilho de Natal, estacionar não foi uma das tarefas mais fáceis - mas conseguimos uma vaga próximo a Rua de Lazer, em frente a escola Mariano Ferreira de Nazaré. Dali, em menos de 5 minutos já estávamos na Rua de Lazer - e ainda sob a luz do sol.

Rua de Lazer ainda de dia - Domingos Martins

Rua de Lazer em Domingos Martins

Aproveitamos para percorrer a Rua de Lazer de dia, apreciar as lojas que ali se encontram e seguir em direção a Aldeia do Papai Noel. A entrada na Aldeia custa R$12,00 nos finais de semana, a inteira. Mas como estávamos acompanhados de uma criança, pagamos todos meia entrada. Lá dentro, é possível visitar um presépio em tamanho real e alguns outros itens que fazem a alegria dos pequenos - como a torre e a casinha. Para tirar a foto com Papai Noel desembolsamos R$8,00 (apenas a foto), que também serviu para a pequena conferir se o bom velhinho tinha recebido a sua cartinha. 


Presépio - Aldeia do Papai Noel de Domingos Martins

Aldeia do Papai Noel - Domingos Martins

Torre da Aldeia do Papai Noel - Domingos Martins

Mais da Aldeia do Papai Noel - a Mamãe Noel

Manu ainda aproveitou para brincar num pula-pula que tem lá na Aldeia e é gratuito. Também teve a presença do Olaf, que alegrou demais as crianças. Mas para quem se animar, ainda há a possibilidade de passeio de trenó virtual, pela bagatela de R$10,00. Saímos da Aldeia do Papai Noel já a noite, e podemos assim aproveitar para tirar uma foto esperta no portal de entrada. Mas se você é adulto e o Papai Noel não tá na sua lista de heróis favoritos, não sei se compensa entrar na Aldeia - eu, sem Manu, possivelmente não iria. Mas acompanhada de qualquer criança, não teria dúvidas alguma em entrar e deixar a criança se encantar.

A alegria da criança ao se fotografada com o Olaf

Saímos da Aldeia por volta das 19 horas e as luzes da cidade já estavam acessas. Também já tinha caído a temperatura (cerca de 17º C), e por nossa sorte, estávamos com casacos apropriados. 


Aldeia do Papai Noel - Domingos Martins

Manu e o céu estrelado - Aldeia do Papai Noel em Domingos Martins

Entrada da Aldeia do Papai Noel em Domingos Martins

O encantamento com a decoração da Praça Dr. Arthur Gerhardt foi único. Além da iluminação da Praça em si, muitas casas no seu entorno também entraram no clima de Natal, deixando tudo mais mágico ainda. Percorrer a Praça apreciando a decoração pode levar de 10 min a mais de hora, dependendo do seu humor e disposição de enfrentar algumas filas para ter fotos em determinados lugares.


Decoração da Praça Dr. Arthur Gerhardt em Domingos Martins

Praça Dr. Arthur Gerhardt em Domingos Martins

Mais da Praça Dr. Arthur Gerhardt

Na Praça também é possível encontrar alguns FoodTrucks além das barraquinhas. Para os amantes de uma boa comida de rua, é uma gostosa e econômica opção. Para quem quiser um jantar mais elaborado, tanto no entorno da Praça quando na Rua de Lazer existem boas opções de restaurantes. Retornando pela Rua de Lazer, foi possível fotografar também com ela a noite. E como de costume, a fila era inevitável. 


Rua de Lazer em Domingos Martins no Brilho de Natal

No site da Prefeitura de Domingos Martins é possível encontrar toda a programação do XXII Brilho de Natal, que irá até o dia 06 de janeiro de 2019 com apresentações de Corais, Orquestra e Bandas.

Acredito que foi o passeio que mais enfrentamos filas na vida. Mas o que era ficar 5 minutos esperando para ver Manu brilhar os olhinhos por uma atração? E tem aquele ditado né: se está na chuva, é para ser molhar! 

Retornamos para Vitória por volta das 21 horas, com Manu de sorriso orelha orelha no carro e sonhando com tudo o que tinha vivenciado.


Marcadores: , , , , , ,

17 outubro, 2018

Vitória: o que conhecer em dois dias na Capital Capixaba

Vitória é uma das capitais mais antigas do Brasil, sendo formada por uma parte continental e algumas outras ilhas - como a que abriga boa parte do seu território. Devido a sua formação geológica e proximidade do mar, é possível ver em Vitória uma infinidade de paisagens encantadoras, que por sua vez somam com seu patrimônio histórico.

Com o intuito de apresentar um pouco desta distinta capital brasileira, foram elaborados 3 postagens com dicas de passeios que incluíam uma breve apresentação dos Patrimônios Históricos de Vitória, seus Parques Urbanos e também aqueles passeios que fazem qualquer um suspirar mais fundo. 

Neste post a ideia é apresentar um roteiro de dois dias pela capital capixaba, com aquilo que é legal conhecer para entender um pouco do povo capixaba, suas origens e cultura.


Vista para a Terceira Ponte atrás do Shopping Vitória

Para este roteiro é aconselhável o uso de sapato confortável e sem salto para os dois dias e desaconselhamos o uso de automóvel - aqui o foco é usar o transporte coletivo, bike ou taxi/aplicativos para se deslocar por Vitória. 


Após aquele café da manhã (do hotel ou do aeroporto/rodoviária), hora de começar o roteiro 'histórico', conhecendo um pouco melhor o centro de Vitória. E a dica aqui é logo pela manhã explorar um pouco o Sesc Glória. Inaugurado em 1932, a edificação que abriga o Sesc Glória sofreu por reforma e sua arquitetura eclética se manteve na fachada, enquanto seu interior foi modernizado. Além de exposições temporárias, o Sesc também abriga um cinema, teatro e biblioteca - o que faz uma volta pelas atrações durar de 30 a 90 min (ou mais). 


Sesc Gloria - Esperiência Escher

  

O Centro Cultural Sesc Glória está localizado na Av. Jerônimo Monteiro, n428, Centro, e abre de terça a domingo, de 10 às 19 horas. Na página do Facebook dá para acompanhar a programação mensal do local - e escolher o que curtir.

Depois do Sesc, hora de andar um pouco pelo centro de Vitória, seguindo a Av. Jerônimo Monteiro até a escadaria que dá acesso ao Palácio Anchieta - aqui são cerca de 500 metros. Aproveite o percurso para ver os prédios que ainda tem a fachada histórica preservada.

Suba as escadas e aproveite para apreciar o porto de Vitória. Chegando no Palácio até às 11 horas, é possível participar da visita guiada pela parte interna do Palácio e também no gabinete do governador (caso vá no final de semana). Caso tenha alguma exposição temporária no Palácio Anchieta, aproveite - geralmente tem ótimas exposições por lá. Os monitores do Palácio são grandes conhecedores tanto da história do Palácio quanto do centro de Vitória - não deixem a chance de uma boa conversar passar!


Palácio Anchieta - Escadaria e fachada

Túmulo em homenagem ao Padre José de Achieta
  
Salão Verde - Palácio Achieta

Considerando que a visita ao Palácio acabou por perto das 13 horas, hora de ir em direção a Catedral e aproveitar para apreciar os vitrais - e para agradecer por esta belezura, inspirada na Catedral de Colônia (na Alemanha). Como a fome deve estar apertando, hora de descer um pouco pela Rua Gama Rosa e parar no Doca 138 ou na Casa de Bamba para almoçar. Indico aqui verificar se não tá rolando samba e/ou feijoada na Casa de Bamba - e curtir um pós almoço também. Outra coisa boa para fazer por ali é ir até a Rua Sete e verificar se não está acontecendo nada - geralmente tem um bom samba raiz perto da Casa da Stael. 



Catedral Metropolitana de Vitória

Manhã de sabádo com contação de história em frente a Casa da Stael

Para finalizar o primeiro dia sem sair do circuito histórico, a dica é conhecer o Museu Solar de Monjardim, em Jucutuquara. Para chegar ao Museu, é possível tanto ir com o auxilio de um aplicativo quanto de ônibus. Caso opte em usar o ônibus, terá que andar até a beira-mar e pegar um ônibus que passe pela Avenida Maruípe (dos ônibus de Vitória, são os de numeração 161, 162 e 163) - aí é bom pedir ao cobrador para informar no ponto. 


O Museu Solar de Monjardim foi o primeiro patrimônio nacional a ser tombado no Espírito Santo. A edificação é referência da arquitetura colonial brasileira, e era antes utilizada como sede da fazenda de sal. A visita é guiada e leva em torno de 30 min, onde a história da casa e também da modernização de Vitória é contada. O Museu abre de terça a sexta, das 9 às 16h30 e nos finais de semana e feriados das 13 às 17 horas.


Museu Solar de Monjardim

Um pouco da tradição colonial no Museu Solar de Morjardim

Depois de visitar o Museu, a dica é retornar ao hotel e descansar um pouquinho. Depois, curtir algum restaurante por perto. Caso esteja hospedado nas proximidades da Praia do Canto, a dica é ir ao Triângulo das Bermudas e aproveitar a noite. Já se estiver em Jardim da Penha, próximo a praia de Camburi, também há ótimas opções de restaurantes da Avenida Anísio Fernandes Coelho. Mais dicas você encontra no Blog da Aline Approves e também no Guia Capixaba. 


Para o segundo dia na capital capixaba, hora de apreciar as belezas naturais desta ilha. Nos domingos de manhã, parte da avenida que beira a praia tem uma pista aberta para a prática de esportes - e aí a sugestão é alugar uma bike e percorrer a praia de Camburi até a Praça do Papa. No trajeto, pare no Pier de Iemanjá, na Praça dos Namorados, na Praça da Ciência e lembre-se de passar por trás do Shopping Vitória e embaixo da Ponte - aprecie a vista destes lugares e também pare para tomar uma água de coco. Caso não seja domingo, dá para percorrer este percurso pela ciclovia, e a bike é possível alugar pelo Bike Vitória.

Entregue a bike no posto da Praça do Papa e vá conhecer o Centro de Visitantes Tamar Vitória. Além de conhecer todo o histórico sobre as tartarugas marinhas e as espécies que ocorrem pela costa brasileira, é possível ver as tartarugas de perto pelos tanques. Embora encantadoras, não se limite as tartarugas. Aproveite o Mirante e aprecie a Baía de Vitória. Antes de sair do Tamar, tente passar pela loja do projeto e resistir (ou não) as tentações por lá! O Tamar fica aberto de terça a domingo, das 8h30 às 17 horas, e em março deste ano a entrada inteira custava R$14,00.


Cruz do Papa - e sua respectiva Praça (ao fundo, o Convento da Penha)

Projeto Tamar Vitória

Apreciando o nadar das tartarugas no Tamar Vitória

Vista do Mirante no Tamar Vitória

Depois de curtir o Tamar, hora de almoçar - e a dica aqui é o Horto. Como é praticamente ao lado do Tamar, dá para ir andando. Aproveite para almoçar uma bela moqueca capixaba ou então experimentar a deliciosa comida do restaurante Sol da Terra. Caso queira, também é possível almoçar no Restaurante Papaguth apreciando a vista da Baía de Vitória e depois ir ao Horto tomar um café na Carnielli. A dica aqui é só não deixar de passar na loja Artesanato Capixaba.

Aquele café coado que a gente respeita - Carnielli Cafeteria do Horto Mercado

Após o almoço/café, a tarde será dedicada a conhecer o Parque Botânico Vale. Localizado no final do bairro Jardim Camburi, o Parque conta com pequenas trilhas pelo fragmento de Mata Atlântica que existe no entorno, orquidário, área para crianças, fonte dos desejos e uma lagoa com jacarés do papo amarelo. Ainda é possível visitar o complexo industrial da Vale, caso interesse. Mas se desejar visitar outro parque municipal de Vitória, tem post no blog listando alguns.

Fonte dos Desejos - Parque Botânico Vale

Lagoa Jacaré do Papo Amarelo - Parque Botânico Vale

Redário - Parque Botânico Vale

E assim acaba nosso roteiro de dois dias pela ilha de Vitória. Aqui incluímos cultura, gastronomia e um pouco de atrações ao ar livre. Este percurso é possível de ser feito com crianças - mas aí a parte de pedalar de Camburi até a Praça do Papa deverá ser encurtada para o pequeno conseguir fazer tranquilo (aqui em casa, Manu pedala no máximo 2 quilômetros sem reclamar).

Caso queira mais dicas e sugestões, só deixar nos comentários!


Marcadores: , , , , , , , , , ,