27 julho, 2017

Santa Teresa: Roteiro de 2 dias para aproveitar a cidade

Com cerca de 40% do seu território coberto pela Mata Atlântica e a 650 metros de altitude, o município capixaba de Santa Teresa possui grande biodiversidade e também é conhecida como 'beija-flor' do Espírito Santo, devido a abundância destes colibris. Destaca-se também ter sido onde nasceu e viveu Augusto Ruschi, cientista capixaba responsável por estudos com os beija-flores e preservação da Mata Atlântica.

Além da abundância natural, Santa Teresa também se destaca por ser reconhecida como a primeira cidade brasileira de colonização Italiana - fortemente observada na sua arquitetura, gastronomia e costumes.


Vem!

E pensando no que a cidade tem a ofertar, resolvemos fazer um roteiro de 2 dias para curtir esta cidade capixaba. Mas, alguns poréns foram considerados em fechar as dias. São eles:

- A viagem será feita de carro (infelizmente, ainda não é possível acessar todos os pontos aqui listados indo até Santa Teresa de Busão);
- Você, caro leitor que pretende fazer este roteiro, não é muito ligado no número de atrações a visitar, e sim em aproveitar cada atração;
- Este roteiro é perfeitinho para um final de semana, pois algumas atrações ainda não abrem durante a semana - como os restaurantes indicados para almoço.
- E por fim, aprecia parar para comer - afinal, conhecer um bom restaurante também é uma atração, e na culinária local a gente descobre também os sabores do lugar!

E para a viagem já ter todo o conforto desde o início, a #dicatop é reservar a pousada com antecedência. Embora a oferta turística em Santa Teresa seja boa, achar uma pousada ou hotel que agrade a gente nem sempre é uma tarefa fácil.

Das vezes que fomos em Santa Teresa, em apenas uma ficamos hospedados em pousada. A escolhida foi a Pousada Santa Lúcia. A Pousada Santa Lúcia é de fácil acesso - está localizada na Rodovia Josil Espindula Agostini, estrada de acesso a Santa Teresa vindo por Fundão. Ela dista cerca de 15 km do centro de Santa Teresa, mas compensa a distância pelo esmero do jardim e área externa. Os chalés são aconchegantes, e contam com bons cobertores para o frio que pode fazer na região. Mais informações, tem aqui!

Mas outros blogueiros capixabas também já escreveram sobre a hospedagem na terra dos colibris. As dicas do Guia Capixaba são a Pousada São Lourenço e a Pousada Vita Verde. O Terra Capixaba indica o Hotel Solar dos Colibris,  o Capixaba na Estrada o Chalé da Mata e por fim, mas não menos prestigiado, o Rotas Capixabas indica diversas opções de hospedagem, que já dão vontade de subir para Santa Teresa! 

Hospedagem reservada, hora de pensar no que fazer! Partindo de Vitória, Santa Teresa fica a cerca de 80 km de distância - isso dá algo em torno de 1h30 de viagem. Assim, saindo de Vitória por volta das 9 horas, chega-se em Santa Teresa com tempo para aproveitar parte da manhã!

Em Santa Teresa, dois são os circuítos turísticos já instituídos: o Caravaggio e o Colibris. O Circuito Caravaggio já está mais consolidado do que o Colibris, possui mais coisas para fazer e ocupa facilmente um dia. Por isso, a #dica é aproveitar o sábado para percorrer o Circuito Caravaggio. Antes de acessar o Circuito Caravaggio e no caminho para este é possível parar para conhecer a Casa Lambert - Museu Dell Immigrante Italiano. Construída em 1875, é tida como a primeira casa de Santa Teresa. 

O acesso ao Circuito Caravaggio é bem sinalizado, e conta com um portal para ninguém ter dúvida que está nele. A primeira parada sugerida é na Cantina e Ristorante Romanha. Ali é possível conhecer e comprar alguns produtos de artesanato local, além do vinho de produção local. Caso já esteja com fome, aqui também já é uma boa opção para almoço, que possui um cardápio de dar água na boca. 


 Circuito Caravaggio


Entrada do Circuito Caravaggio

Cantina e Ristorante Romanha

Um pouco mais a frente têm-se a Casa dos Espumantes. Ali é possível apreciar os espumantes e licores da casa, além de ver as parreiras da propriedade. O local é muito bonito e bem conservado. Rende ótimas fotos!


 Entrada

 Casa dos Espumantes

 Parreiras

Considerando que o almoço foi no Romanha, e que já são algo em torno das três da tarde, a dica aqui é ir apreciar o final de tarde na Rampa de Voo Livre Amaury Fernandes. O visual de lá é fantástico, e para os amantes do parapente, dá para agendar um voo com o Mizinho (27 99848-6734). 


 Vista da Rampa de Voo Livre

Descendo da rampa e com o coração em paz, hora de fazer uma rápida parada na Igreja Nossa Senhora de Caravaggio. A capela é pequena e encantadora. Vale parar ali uns minutinhos.


 Igreja Nossa Senhora do Caravaggio

Para finalizar o Circuito, a dica é fazer uma parada na Vinícola Tomazelli. O atendimento ali é ímpar, além da possibilidade de degustar o vinho da casa e conhecer um pouco sobre a sua produção. 

 Vinícola Tomazelli

Finalizado o primeiro dia de Santa Teresa, hora de aproveitar a noite. E aqui a dica é aproveitar a Rua de Lazer. Na Rua de Lazer é possível encontrar uma diversidade de bares e restaurantes, para todos os gostos e bolsos. Dentre as opções, a nossa sugestão vai para o Taberna Lounge, que conhecemos na última vez que estivamos em Santa Teresa. Na casa há opções tanto de petiscos quanto de pratos mais elaborados, cervejas artesanais e vinhos diversos. A deco traz a referência do medieval, mas os beija-flores também dão o ar da graça.


 Deco que aproxima

 A rusticidade medieval e a beleza dos colibris

Para o segundo dia, a dica é começar conhecendo o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão (que tornou-se em 2014 o Instituto Nacional da Mata Atlântica). Criado em 1949 pelo Augusto Ruschi, os atuais objetivos do Museu são a educação ambiental, a preservação da memória de Augusto Ruschi e colecionar espécies de plantas e animais com fins de pesquisa científica (fino, né?). E o que fazer no Mello Leitão? Hora, as opções são muitas. Geralmente é possível apreciar alguma exposição que está dando o ar da graça por ali, e depois, ir ver as coleções de animais da mata atlântica expostos. Dá também para conhecer um tico da história do Augusto Ruschi, e se tiver disposição, andar um pouco pelo verde que é preservado na área do Museu, e ir conhecer além dos animais que ali encontram abrigo, como Araras, Cobras e Macacos, os colibris.

A entrada é gratuita, e o Museu Prof. Biologia Mello Leitão fica aberto de terça a domingo, das 8h às 17h. Lá não tem lanchonetes, mas quanto a bebedouro e banheiro, tudo certo. O tempo sugerido para aproveitar esta atração é de 3 horas. 

 Entrada do Museu

 Uma singela homenagem ao Mello Leitão

 Conhecendo o Mello Leitão

 Araras queridas! 

 A gente até tenta tirar uma foto...

Ali pertinho dele tem a Praça Augusto Ruschi. De acordo com a época do ano que você a visita, o cenário muda. E isso se dá devido as cores e floração das plantas que ornamentam a praça. Como uma típica praça de cidade do interior, observamos bancos e boas sombras ali. Sentar na praça e observar os pássaros que nela vão buscar alimento é um bom exercício de paciência. Mas caso tenha por perto uma criança sapeca, você irá literalmente medir a praça - vai conhecer cada cantinho dela, observar as diferentes cores de rosas e quanta riqueza ela guarda.

 O coreto da cidade!

 Os jardins se preparando para a primaveira

 Ruschi e o Beija-Flor

Após conhecer o Museu Mello Leitão e a Praça Augusto Ruschi, já deve estar perto da hora do almoço.E dando continuidade aos Circuitos, a dica aqui é aproveitar um pouco do Circuito Colibris.  E aqui a sugestão é conhecer o belíssimo A Dona da Casa. Com uma pegada rural, o restaurante surpreende da sua decoração, acolhedora, aos pratos, que tem um sabor único. Ver no cardápio itens como ovos caipiras fritos só somam como lugar. Aliás, uma das coisas que bem gostei lá foi que os pratos principais (para dois mas que comem tranquilamente três) têm todos o mesmo preço - que faz a gente escolher o que quer de fato comer!

 Circuito Colibris

 Tentando uma pose com a pequena

 Uma das delícias do A Dona da Casa

 Visu para o almoço

 Perdição TOTAL

Já pensando no retorno, agora as dicas vão se afastando do centro de Santa Teresa, e de encontro com o caminho de volta. Na estrada que liga Santa Teresa a Fundão, a Rodovia Josil Espindúla, tem dois pontos de paradas obrigatórios.

O Memorial Casa de Cedro remonta a colonização italiana em Santa Teresa, como foi a vinda destes para o Brasil e o estilo de vida que levavam em terras tupiniquins. Além de cômodos decorados, o charme do local vai todo (na nossa opinião) para o Caminho do Imigrante, que é uma rota gostosa de percorrer. O Memorial conta ainda com algumas das obras da artista capixaba Myrian Loureiro, assim como seus troféus e medalhas. A entrada custa R$10,00 (dez reais - Jul/2017), e super compensa.

 Um pouco do Memorial

 E cenário e a arte

 Caminho do Colono - Casa

 Caminho do Colono - Paiol

 Caminho do Colono

 E as cores da bandeira italiana até nas flores


Por fim, uma parada para  um café e conhecer os famosos biscoitos da região, os Claid's, que é em frente ao Memorial. Nesta super loja, é possível conhecer e provar as variedades de biscoitos fabricadas, além de outros produtos da região. Na Lanchonete, opções de café, capuccino e chocolate quente só somam com alguns biscoitos e bolos que ali estão a venda.

 Lanchonete da Claid's

 Loja

 Fachada

E aqui termina o roteiro de 2 dias para aproveitar Santa Teresa. Em outros posts contamos um pouco da nossa experiência nesta encantadora cidade. Para ler, só clicar aqui e aqui. Outras dicas podem ser conferidas no Descortinando Horizontes e no Rotas Capixabas. Recomendo a leitura de ambos!


Este post faz parte de uma blogagem coletiva em que alguns sites de turismo se juntaram para divulgar algumas cidades do Espírito Santo em um roteiro de 2 dias. O nosso roteiro apresenta Santa Teresa, mas também tem outros roteiros divulgando Vitória, Serra, Guarapari, Vila Velha e Marataízes. Confira nos links a seguir os demais posts:
Essa é uma iniciativa do coletivo Capixabas Indicam. Siga o @capixabasindicam no Instagram e no Facebook para continuarem conhecendo os diversos cantos do Espírito Santo.

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08 junho, 2017

Conhecendo um pouco do Caparaó Capixaba

Ir para o Caparaó para subir o Pico da Bandeira já carimbou muito minha rotina de junho/julho, mas antes de Manu nascer. Depois da pequena, ainda não tinha voltado para a região, e queria subir o Pico com ela - calma, foi brincadeira! Mas a ideia era pelo menos ir no Parque Nacional do Caparaó e conhecer as cachoeiras dele. 

Pois bem, mas nem sempre acontece como o planejado. Saímos de Vitória e quebramos a rota indo para Hidrolândia, conhecer a tal cachoeira tão falada nas redes sociais, e de lá fomos para o Caparaó. Durante o primeiro dia de viagem, o sol estava tinindo em seu ponto alto, céu azul e pouquíssimas nuvens. Mas já a tardinha, na estrada para Dores do Rio Preto, vento frio e o anúncio que o frio estava chegando! A sorte - que a Cristina (dona do sítio que ficamos) já tinha mandado uma mensagem por whattsapp falando que a previsão era frio, e para colocar roupas quentes na mala! Aí, a ideia de curtir as cachoeiras foram-se todas, e o roteiro do frio e aconchego foi posto em prática.


Uma das charmosas janelas do Café com Flores

Como assim a região cabe no calor e no frio? Isso mesmo! Nestes últimos anos a região (entenda-se aqui proprietários de pousadas, restaurantes, cafés e afins) vem aos poucos se preparando para receber os turistas com roteiros para os períodos de sol (cachoeiras e trilhas) e de friozinho (restaurantes e cafés), e tudo junto também! O receio que senti, é apenas que não querem descaracterizar a tranquilidade do lugar, a conversa gostosa e o café quente. Mas para o turismo, estão de braços abertos.

A região do Caparaó Capixaba é composta por onze municípios, que circundam o Parque. São eles: Alegre, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Iúna, Irupi, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire e São José do Calçado. Neste post (e nesta parte da viagem) focamos com Divino de São Lourenço e Dores do Rio Preto, que compõem junto com Guaçuí o Circuito Caparaó Capixaba. E o motivo dos empreendedores de turismo desta região se unirem: além da proximidade deles, ali é a entrada para o Parque pela portaria Capixaba!

E comecemos pela escolha do local para o pernoite: futucando a internet, achei o site do Circuito Caparaó Capixaba. Aí, listei as pousadas ali descritas e fui ligando/entrando em contato. Algumas já estavam cheias, outra não aceitava criança. E pela ordem das conversas e respostas (muitos contatos foram feitos pelo whattsapp, e sim, lá a internet não é tão boa e demoram a responder devido a rede), fomos para o Sítio Cheiro de MatoO Sitio Cheiro de Mato possui, além da residência oficial da proprietária, Cristina, um chalé muito aconchegante que acomoda até 5 pessoas. Para nós, o chalé foi preparado para três. 

Nosso mapa guia durante a viagem pelo Caparaó Capixaba foi um mapa que a Cristina me mandou por whattsapp. Nele, nos posicionávamos e íamos onde queríamos. Foi de muita ajuda no trecho que saí de Hidrolândia (em Iúna) até Dores do Rio Preto, visto que ali nem sempre tínhamos sequer sinal de celular (e aqui não digo internet). 

Um adendo importante: como o Programa Caminhos do Campo faz diferença na região. Nos trechos que passamos onde as estradas não estavam pavimentadas, não dão vontade alguma de passar ali novamente. Encontrar um trecho pavimentado pelo programa faz o coração bater feliz. E se nós, que fomos apenas a turismo, notamos toda essa diferença, imagina para quem ali mora? Opa, para desenvolver o turismo na região, dentro das politicas públicas, tornar o acesso mais fácil com infraestrutura é tudo! #FicaDica!

Nosso Mapa Guia durante a viagem

Rumo a Dores do Rio Preto

Sobre as paisagens do caminho

Devido a hora que saímos de Hidrolândia, as condições da estrada e o tempo nela gasto, optamos por parar em Patrimônio da Penha (distrito de Divino de São Lourenço) para jantar. O local escolhido foi o Destino, um delicioso 'pub' com opções de comida e um ambiente muito gostoso. Possivelmente devido ao feriado, tinha janta no quilo, opção que escolhemos para o jantar da Manu (para criança, a combinação de arroz + feijão + verduras + carne é quase que imbatível). Eu, fui de caldo (delícia) de feijão, e o Luciano, de carne apenas! Bom, devido ao estado da fome, não rolou foto de comida! Mas pode parar lá que a dica é quente!

Um pouquinho do aconchego que é Destino

Alimentados, fomos rumo ao Sítio Cheiro de Mato. Escureceu muito rápido, e confessamos que isso nos assustou um pouco. Chegar no sítio foi fácil, visto que já tínhamos olhado no maps o caminho que percorreríamos e seguimos as dicas da Cristina. E depois de percorrer mais de 300 km, era hora de descansar. O chalé é composto por um quarto, com cama de casal, uma ante-sala, com frigobar, banco e cama de solteiro, e um banheiro. Havia também uma misteira, talheres, pratos e copos. Na reserva, havia a opção de diária com café da manhã (R$160,00 em Abril de 2017) ou sem o café da manhã. Optamos com o café da manhã, que combinamos de tomar lá pelas 8:30-9:00. O café vem muito bem servido, com opções de queijos (branco e mussarela), presunto,pães, frutas, geleias (uma de café divina!), suco, café, leite, iogurte, achocolatado e por aí vai. O que não consumimos (mais da metade), guardamos no frigobar, e podíamos fazer um sanduba para levar ou comer a noite (opção escolhida).


Placa de entrada no Sítio


Aposentos

Banheiro

Café da Manhã - parte 1

Café da manhã - parte 2

A cara de alegria da minha filha!

Daqueles detalhes que encantam

Nosso chalé visto de longe

 Varanda

Aqui, resolvemos escutar o lugar e fazer as coisas num outro ritmo. Tomamos o café da manhã com calma, apreciando o lugar e os alimentos. Estávamos rodeados por um fragmento florestal, de onde se ouvia passarinhos e anfíbios (que aliás, fizeram visita no nosso banheiro). Como o nosso objetivo tinha mudado, fomos conhecer a região. No almoço, seguimos a dica e nos dirigimos para o Café com Flores. O Restaurante e Café é um pouco após o Sítio, seguindo pela estrada de chão. O ambiente é uma delícia, e consegue retratar a calmaria da região do Caparaó. Aos domingos, ali é servido almoço (nos demais dias da semana, se ligar reservando). O valor é R$25,00 (vinte e cinco - Abril de 2017) por pessoa, e Manu não pagou. O suco é a parte - foi R$12,00 (doze reais). Ficamos ali bem mais do que só para o almoço. Aproveitamos o ambiente antes e depois, para relaxar e ter momentos de contemplação.

 Entrada do Café com Flores

 Eis a passarela mais florida do Brasil!

 Entrada

 Sobre ver as frutas no pé!

 E aos poucos, a casa principal vai aparecendo

 Das cores que encantam

 Caminho para o 'salão' principal

 Detalhes

 Vai um churrasco?

 Quintal

 Ainda sobre o quintal

 Arte da Manu

 'Salão' principal por outro ângulo

 Quintal

 Detalhes

 Vai um café?

 Comida servida!

 Frango com Polenta: Vamos?

 Manu na passarela

Além deste ambiente delicioso, ali bem pertinho é preparado a artesanal cachaça Engenho do Vovô (pode parecer redundância para quem conhece, mas eu não sabia que todas as cachaças são artesanais!). Durante a semana, a produção de cachaça é o foco da propriedade, e é possível degustar esta iguaria na visita, além de conhecer os equipamentos utilizados na produção, que é pequena e atende principalmente a turistas e a região do entorno.


 Hora de destilar!

 Um pouco do Engenho do Vovô

 O produto final

Depois do almoço (que contou também com sobremesa - bolo de coco gelado), seguimos rumo a Pedra Menina, conhecer A Cafeteria. Como a produção de café no Caparaó é destaque nacional, conhecer e tomar os cafés locais são uma obrigação para os amantes da frutinha.

Na A Cafeteria os cafés servidos são os do estilo slow coffee, ou seja, um café com alta qualidade, torrado artesanalmente, comprado direto de pequenos produtores, há uma diversidade e rito no preparo do café, preocupação na apresentação e um cuidado a mais dos baristas. Ufa! Já quer também né? Os grãos utilizados na A Cafeteria são produzidos pelo Sítio Santa Rita, onde a mesma fica localizada. O café ali pode ser de três 'tipos': Salada de Frutas, Flor de Laranjeira e Castanhas do Brasil. Escolhemos o Flor de Laranjeiras (variedade endêmica do Caparaó que proporciona o café com uma delicadeza de uma flor e o frescor de uma laranja, com corpo denso e acidez cítrica). Os métodos de preparo escolhidos foram o Hario V60 e o Clever - ambos com o mesmo grão! Para acompanhar, escolhemos torta de chocolate e gentilmente o pessoal da A Cafeteria fez Tapioca com queijo e manjericão para mim (não estava no cardápio).


A Cafeteria 

Flor de Laranjeiro - Hario V60

Flor de Laranjeira - Clever

Torta de Chocolate (babei legal)

Eu também tive vez!

Além dos produtos do cardápio, é possível encontrar ali alguma variedade de produtos relacionados ao café, como pó de café, cafeterias, xícaras e afins.

Café a afins

Viu a dica, né? 

A Cafeteria

Detalhes

O ambiente da A Cafeteria é muito aconchegante, e embora tenha tido um problema com a energia no período que ali estivemos (isso, caiu a energia da região e tudo que precisava dela, deu rolo!), fomos atendidos com plenitude em tudo.

E sobre a localização - Espera Feliz e Pedra Menina são uma mistura que só. Uma hora você está em lado mineiro, outra em lado capixaba. E a entrada do Sítio e por sua vez a A Cafeteria, estão no lado mineiro.

Falando em lado mineiro, para retornar ao Sítio Cheiro de Mato tínhamos a opção de passar por Espera Feliz (estrada melhor) ou seguir pela estrada capixaba. Resolvemos então cortar por Minas, e outra surpresa tivemos no caminho: o Café com Arte - Ateliê Pintando o 7

O Café com Arte é de fato um ateliê a céu aberto, com diversas exposições de arte e artesanato local, além de servirem bolos, tortas, cafés e nos horários específicos, comida mineira. O lugar é um encanto, cheio de detalhes e com um visual do quintal que destaca.

Atenção as placas da estrada!

E a receita está na porta!

Entrada

Detalhe do banco

De tudo um pouco

De tudo um pouco + Manu

Frases de efeito

Quadros do tema preferido!


E no quintal também tem mais

Área kids de arte e bagunça

Se não tem amiguinho, brinco também!

Vista do quintal

Já escolheu a caneca?

Cuidado em tudo

Flores da entrada

Muito encantados com tudo, ficamos ali um bom tempo. Depois, hora de nos recolhermos no nosso chalé, pois uma noite fria tava vindo! Levamos de tiracolo umas garrafas de vinho e queijos, além de pastas para harmonizar com os vinhos. A noite, ficamos no quarto e aproveitamos o frio junto com a programação da tv (não, não era a cabo) e para conversarmos. Para a bonita, suco de uva integral e sanduíche de queijo com tomate seco (lembra que sobrou do café da manhã?). 

Falar que não relaxamos neste passeio não tem como. Revigorante, calmo, delicado e destinado aos sabores, sons e cores da natureza. Amamos conhecer um tiquinho do Caparaó Capixaba. E se tem dúvida sobre o ritmo lá, até as placas de avisam que é para reduzir a velocidade!


Reduza a Velocidade

Falando em frio, pelo que pude colher de conversas aqui e ali, de maio a novembro, este clima gostoso costuma ser encontrado no Caparaó Capixaba (e Mineiro também). Então, tem-se aí um bom intervalo de tempo para curtir os 'passeios de frio' por esta região tão rica e bela. Para os mais aficionados pelo café, é possível fazer trilhas pelas cafezais, e ir em mais cafeterias. Também é possível fazer as trilhas pelo parque - que nos deixamos para outra vez, porque sim, voltaremos!


E com cerca de 46 mil quilômetros quadrados de área territorial, o Espírito Santo tem atrativos turísticos para todas as estações do ano. Percorrendo às vezes cerca de 60 quilômetros a partir do litoral, é possível se encantar com a região de montanhas, famosa nas aulas de geografia pelo relevo Mares de Morros. E nós, aqui, não podíamos deixar de postar dicas destes lugares, muitas vezes a se desbravar. A iniciativa #CapixabasIndicam em parceria com outros dois blogs de viagem promove assim mais uma blogagem coletiva, com o olhar nas #MontanhasCapixabas e no #FrioCapixaba. São os blogs e posts participantes:

Siga o @capixabasindicam no Instagram e no Facebook para continuarem conhecendo os diversos cantos do Espírito Santo.

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